Devo comer carne?

Message from the Hopi Elders Mensagem dos Anciãos da tribo Hopi
3 Julho, 2014
Divulgação do Ensinamento
24 Agosto, 2014

Devo comer carne?

Devo comer carne?

Sobre o consumo de carne:

A carne é uma das maiores fontes de proteína animal.
A proteína tem uma função construtora, no nosso organismo. Por isso, durante os primeiros anos de vida, enquanto crescemos, temos necessidade de proteína (o elemento construtor no nosso organismo), seja ela animal ou vegetal.
Exemplos de proteína animal: carne, peixe, ovos
Exemplos de proteína vegetal: Leguminosas (feijões, lentilhas, grão), frutos secos (nozes, amêndoas, caju, pinhão, etc.)
A partir de uma determinada idade (entre os 20 / 25 anos), e sobretudo na idade mais avançada e em que temos menor actividade física, deixamos de ter necessidade de consumir proteína diariamente; o seu consumo deve restringir-se a 2 ou 3 vezes por semana, no máximo, e, de preferência, que seja proteína vegetal.
Sendo um elemento com função construtora, uma vez que a “casa” está construída, não necessitamos mais de “empilhar tijolos”!
O excesso do consumo de proteína, seja animal ou vegetal, dá origem, por exemplo, a: doenças do sistema nervoso central (Parkinson, Alzheimer, etc.).
Por isso, recomendamos o consumo moderado de proteína e, de preferência, que seja proteína de origem vegetal.
Não recomendamos, portanto, o consumo de carne, não só por questões higiénicas e sanitárias (é do conhecimento público que a carne hoje em dia não é um alimento saudável, devido ao excesso de farinhas e antibióticos que os animais ingerem na sua alimentação em vez da alimentação natural, de pasto), mas também por questões éticas.
A maioria dos animais é alimentado de forma não natural, vive e morre sem chegar a ver o sol (o caso dos frangos em aviário), e vivem em condições deploráveis sendo objecto de sofrimentos medonhos e desnecessários… toda essa energia é a energia que chega aos nossos pratos e, tal como dizia um mestre budista, Pema Wangyal Rinpoche, “Uma das causas de tanto sofrimento humano, é que nós já ingerimos sofrimento na nossa alimentação…”
A este propósito, sugerimos a leitura de um excelente artigo divulgado pela LPDA – Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais: “Devo Comer Carne?”
E igualmente estes dois artigos que provam que os primeiros homínideos eram vegetarianos e como, quando e porquê os nossos antepassados começaram a comer carne. Afinal o Homem nem sempre foi omnívoro. O consumo de carne teve início somente há cerca de um milhão e meio de anos, o que comparado com uma pessoa de 80 anos, significa que só nos últimos 15 consumiu carne; ou seja, durante 65 anos fomos vegetarianos.
Desenvolvimento dos primeiros primatas
http://www.centrovegetariano.org/index.php?article_id=375
Quando os nossos antepassados começaram a comer carne?
http://www.centrovegetariano.org/index.php?article_id=376

Devo Comer CARNE?

Na indústria alimentar os animais são tratados como uma fonte de lucro, como se de máquinas sem sentimentos se tratassem. No entanto, estes animais, tal como os humanos, são possuidores de um sistema nervoso central que lhes dá a capacidade de sentir dor, alegria ou ansiedade assim como de criarem laços afectivos.

O que lhe sugerimos neste panfleto é que reflicta sobre os problemas relacionados com a ingestão de animais e sobre as alternativas ao seu consumo.
Os animais criados para a alimentação são forçados a passar as suas curtas vidas em condições deploráveis, em constante stress sem se conseguirem, muitas vezes, rodarem sobre si próprios. A maioria destes animais não respira ar fresco nem vê a luz do Sol até à altura em que são transportados para o matadouro, sempre sem comida, água ou quaisquer cuidados sanitários, chegando muitas vezes ao destino feridos, doentes ou mortos.
Os animais que conseguem sobreviver à fase de criação e transporte, sejam de criação intensiva ou extensiva, têm de passar pelo matadouro antes de chegarem ao prato. Nos matadouros são mortos a sangue frio, com métodos pouco eficazes, provocando-lhes uma morte lenta e agonizante.
Tanto na criação intensiva como extensiva os animais são vistos como meros objectos e fonte de lucro, nunca como seres dotados de sentimentos, como qualquer ser humano, e com capacidade de não desejar o sofrimento e a morte, ou de serem tratados como meios para atingir um fim. Que diferença existe na capacidade de sofrer entre um cão, um gato, uma vaca ou um porco?
A criação de animais provoca também devastação de áreas naturais para os alimentar, levando à desertificação e perda de diversidade, para além de um aumento da poluição e consumo de água potável.
Comparando com uma alimentação vegetariana, quando se ingere carne de um animal desperdiçam-se, pelo menos, 90% das calorias e nutrientes porque o recurso primário de nutrientes (as plantas) passou antes por um intermediário que o utilizou para a sua manutenção e crescimento. Assim, com os mesmos recursos podem-se alimentar 10 vegetarianos ou apenas uma pessoa que prefira comer carne.
Uma dieta vegetariana, desde que diversificada e equilibrada, consegue ser saudável e tão ou mais saborosa e económica do que uma alimentação baseada no consumo de carne. O vegetarianismo está associado a um reduzido risco de doenças cardiovasculares, obesidade, vários tipos de cancro, diabetes, hipertensão, doenças renais entre muitos outros. Se receia não conseguir uma alimentação vegetariana correcta, consulte um nutricionista e diga-lhe que está a pensar tornar-se vegetariano.
Uma vez que o sistema de produção de animais provoca dor e angústia nos animais criados, aumenta os problemas de saúde em quem os consome e tem consequências graves para o nosso planeta, devemos pôr em causa o seu consumo e começar a conhecer e explorar outro regime alimentar económica e eticamente mais saudável.
Pense antes de comer.

www.lpda.pt

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