Artigo: Terapia Integrada

Artigo: Terapia Integrada

A Terapia Integrada é uma terapia que tem como objectivo a psicoterapia feita de uma forma suave e numa perspectiva transpessoal, e que surge ao longo do meu percurso pessoal e profissional como o resultado (nunca acabado) da integração de várias técnicas se complementarizam visando todas um objectivo comum: o bem estar holístico do Ser.

Tem por base a passagem da energia prânica ( Reiki ), a utilização de exercícios taoístas e tibetanos, meditação e visualização criativa, acompanhada de musicaterapia e aromaterapia, adequados a cada caso.

O Reiki é um sistema de Cura Natural que abrange todos os níveis do Ser: físico, emocional, mental e espiritual – podendo efectuar modificações profundas em qualquer uma destas áreas.

Reiki é uma palavra japonesa que significa Força da Energia Vital Universal.

A capacidade de proporcionar Reiki é uma dádiva amorosa do espírito e é também um direito que cada pessoa recebe à nascença.

O Reiki é uma técnica de ‘imposição de mãos’ fácil de aprender, possível de utilizar em qualquer lugar, altura ou situação e que serve para activar, restaurar e equilibrar a energia. É um método de cura natural, profiláctico e de manutenção de bem estar que pode e deve ser usado em colaboração com a medicina tradicional ou outras. É uma técnica de auto-ajuda com vista ao crescimento pessoal.

O Reiki é extremamente simples e eficaz. A passagem desta energia, por si só, bastaria para harmonizar progressivamente uma pessoa, seja qual fôr a causa do desequilíbrio, mas complementada com outras práticas torna-se profundamente eficaz, porque activa e potencializa o tratamento anulando, por vezes, os efeitos secundários e proporcionando ao paciente um momento único, só seu, de tranquilidade absoluta em que a pessoa é levada ao interior de si mesma.

O Reiki é cumulativo e expansivo: quanto mais aplicar, mais fácil e intenso será o fluxo.

Ser praticante de Reiki significa apenas tornar-se um veículo para canalizar conscientemente esta energia a fim de se ajudar a si próprio, os outros, todos os seres vivos e, em resumo, todo o planeta.O terapeuta ou o estudante de Reiki não pode diagnosticar e deve abster-se de emitir opiniões sobre os tratamentos que o paciente possa estar a receber.

A doença surge sempre como um alerta e é preciso aprendermos a escutar o nosso corpo. Quando adoecemos o corpo está a dizer-nos que algo está errado na nossa vida. No Ocidente temos muita dificuldade em aceitar a doença, a morte, ou qualquer processo de perda. Somos educados para Ter, para ascender profissionalmente, para ter sucesso, etc. Esquecemos que a Vida é feita de ciclos e que nós, seres humanos, somos apenas uma réplica, em menor escala, de um Universo infinito que se movimenta continuamente, em expansão e retracção, resultante da dinâmica entre dois pólos, oYin e o Yang e de leis matemáticas muito precisas.

Arrogantemente queremos contrariar o curso natural da Vida em vez de nos sujeitarmos a ele, não com uma resignação derrotista, mas sim com a aceitação de quem aceita com amor e sabedoria aquilo que lhe é incontornável. E assim, afastamo-nos da vida e das leis da natureza. O grande problema reside exactamente aqui, no paradigma da separatividade : porque estamos separados de nós mesmos , estamos separados dos outros, estamos separados da Natureza, separados do Todo de que somos parte integrante e, sobretudo estamos, portanto, separados da própria Vida.

Para compreender melhor o que somos, é necessário saber que não somos apenas um corpo físico.

Tal como todos os sistemas do Universo, o Ser Humano é um ser energético e, mais do que isso, ele é um verdadeiro transformador de energia .

O ser humano é composto por vários corpos, desde o mais denso (Físico) ao mais subtil (Causal), por Centros Energéticos ( Chakras ), por Canais (Nadis), Meridianos, Órgãos, Glândulas, Músculos, Plexos de Nervos, etc.

Todo este composto energético é resultante da dinâmica entre a energia Yin (feminina, receptiva) e de energia Yang (masculina, activa).

Os quatro Corpos :

  • Corpo Físico (formado pelo Corpo Físico Denso e pelo Corpo Físico Etérico) e que todos sabemos o que é, porque o vemos ;
  • Corpo Emocional (corpo subtil, de maior vibração energética, onde se alojam as emoções);
  • Corpo Mental (corpo ainda mais subtil e de maior vibração energética, onde se alojam os pensamentos, as ideias, etc.);
  • Corpo Causal (ainda mais subtil e de maior vibração energética e que faz a ligação às Energias de Planos Superiores e mais subtis).

Em Sânscrito, Chakra significa “roda”. Os chakras são vórtices, centros energéticos, por onde entra e sai a energia vital.

Os chakras estão alojados no nosso Corpo Físico Etérico que é um corpo energético com uma vibração mais elevada e subtil que a do Corpo Físico Denso e que envolve este completamente; ambos estão ligados por correntes de energia, tal como os outros corpos; o Corpo Físico Etérico absorve do ambiente níveis subtis de energia e conduz esta energia para o Corpo Físico Denso, através das glândulas endócrinas; o sistema endócrino controla o equilíbrio hormonal do Corpo Físico Denso; desse equilíbrio depende o equilíbrio das nossas emoções; do equilíbrio das nossas emoções depende o equilíbrio da nossa actividade mental…. e, por conseguinte, da nossa saúde.

Cada chakra está associado a uma parte de nós mesmos, a uma parte da nossa consciência, a um dos nossos corpos subtis, a uma cor, a uma nota musical, determinados órgãos, funções e sistemas físicos, glândulas, plexo de nervos, a um dos nossos sentidos, a um dos elementos (Terra, Água, Ar, Éter).

Quando um chakra , mesmo que dos mais pequenos, está em desequilíbrio, todo o sistema dechakras fica desequilibrado, pois eles estão todos interrelacionados. Todos os chakras são igualmente importantes e necessários.

Um chakra é determinado pela intersecção de dois ou mais nadis (canais por onde circula a energia). Sabemos que existem mais de 72.000 nadis , portanto, é fácil ter uma ideia de quantos chakrasexistem no corpo humano. Alguns muito pequenos, e cada um com uma função muito específica correspondendo directamente a certos órgãos, glândulas e tipos de emoções.

Existem sete chakras maiores, alojados ao longo da coluna vertebral, três inferiores (assim chamados porque localizados abaixo do coração: Chakra Raiz , Chakra Sagrado e Plexo Solar , três superiores (porque localizados acima do coração): Chakra Laríngeo , Chakra Frontal e Chakra da Coroa e um ao centro, o Chakra Cardíaco que é o ponto de encontro dos dois tipos de energia:Espírito e Matéria .

Entre estes chakras existe uma relação estreita: o primeiro está directamente ligado ao sétimo, o segundo ao sexto, o terceiro ao quinto. Mas, tal como tudo, eles estão todos interligados

Os chakras ficam desequilibrados tanto por “excesso”, como por “defeito”, ou seja, por hiper actividade ou actividade reduzida. A maior parte das vezes os desequilíbrios são provocados por bloqueios que têm origem nas emoções; porém, é preciso compreender que o processo também é inverso. Este processo está intimamente relacionado com a nossa consciência, e é por isso muito importante realçar que não são os exercícios “exaustivos” para alinhar chakras que fazem aumentar o nosso nível de consciência, mas é exactamente o inverso: quanto maior é o nosso nível de consciência, mais harmoniosamente funcionam os nossos chakras . É, por isso, extremamente perigoso proceder a determinadas práticas e exercícios, de forma exaustiva, que podem conduzir a um desequilíbrio psíquico profundo e irreversível.

O importante é tomarmos consciência do nosso Ser, em toda a sua plenitude, e irmos, calma e progressivamente , compreendendo o que se passa connosco e de que forma podemos ir transformando os nossos bloqueios em Bem-estar. Se fizermos isto já estamos a fazer um grande serviço a nós próprios e à humanidade.

As tomadas de consciência não são processos rápidos nem definitivos, às vezes, é preciso uma vida inteira… Estar centrados no nosso Ser e não no nosso ego é uma tarefa diária, constante e que nos obriga a estar sempre atentos. Atentos a cada momento e à qualidade de cada emoção e pensamento. Aprender a reconhecer estes pensamentos e emoções sem nos deixarmos tomar por eles é um trabalho que resulta eficaz da prática diária da Meditação .

Aprender a meditar é aprender a estar, a ser, num espaço infinito que existe entre qualquer estímulo e a nossa resposta.

Meditar é silenciar. É a arte de estar consigo mesmo. É um meio de nos tornarmos cada vez mais conscientes. Através da meditação conseguimos obter tranquilidade, estados mentais calmos e emocionalmente positivos ( samatha ) e discernimento, ver a realidade com um ‘olhar’ directo, limpo das distorções da cobiça, do ódio e da ilusão ( vipassana ).

Através da prática da meditação, aprendemos a relaxar, a acalmar a nossa mente, a reunirmos a actividade mental num todo unificado, para que a mente não esteja dividida contra si mesma, e podermos agir com energia e concentração.

Meditar é um trabalho da mente para a mente.

É aprender a navegar no espaço entre os pensamentos.

Com a prática diária, possível de ser praticada por todos e de todas as idades, acaba por ser extremamente compensador e benéfico para a saúde física, emocional e mental. Meditar é um medicamento para curarmos o nosso interior porque, quando meditamos mergulhamos no vasto mar da Consciência.

Benefícios do Relaxamento Diário

  • Estimular a Creatividade
  • Obter Tranquilidade
  • Obter Paz Emocional e Mental
  • Reconquistar o Ânimo e a Calma
  • Evitar Doenças ou manter um bom estado de Saúde
  • Recuperar a Saúde
  • Ter Paz à noite, dormir tranquilo (relaxamento antes de dormir)
  • Ter acesso aos sonhos
  • Preparar-se para a Meditação
  • Evitar Sonolência e Tensão (relaxando 5 minutos nesses momentos)

Benefícios da Meditação

  • Treinar a atenção
  • Fortalecer o poder de Concentração e Memória
  • Melhorar o Rendimento de Tarefas
  • Obter Paz / Equilíbrio Interior
  • Resolver Problemas de forma Serena, Amorosa e Sábia
  • Recuper-se rápido de situações de tensão
  • Proporcionar ao corpo um Repouso Profundo, com Mente Alerta
  • Melhorar o funcionamento de Sistema Imunitário
  • Aumentar a Capacidade de se Relacionar com Empatia
  • Despertar Plena Consciência (equilíbrio de pensamentos / sensações)
  • Sincronizar Ondas Cerebrais
  • Despertar a Percepção para os Grandes Valores Humanos e Espirituais

A importância da música num processo de cura

Através do som, nós conseguimos atingir níveis profundos do nosso ser, os quais nos são normalmente inacessíveis, dado a turbulência da nossa vida quotidiana. A percepção do mundo através do que vemos activa o nosso hemisfério cerebral esquerdo ( Yang ), que é o intelectual, o racional. O hemisfério esquerdo apercebe-se das formas e condiciona-as. Mas, através da música, abrimo-nos aos poderes preceptivos e intuitivos do nosso hemisfério direito ( Yin ) , que faz analogias e se alimenta de imagens e de símbolos. A música, nos processos de cura, permite-nos tornarmo-nos mais intuitivos e receptivos.

A música eleva o nosso nível de consciência e as suas vibrações são sentidas em todas as nossas células.

Os Mantras

O mantra é uma palavra em Sânscrito, um som poderoso que nos vem dos mestres antigos quando estavam em estado de consciência intuitiva. A palavra MANTRA é composta de duas sílabas: MAN que significa mente (de Manas) e TRA que significa protecção. O mantra é uma sílaba divina cheia de poder que pode ser obtido através do canto e utilizado para fins espirituais ou não e que tem vibrações de tal maneira fortes e específicas que têm o poder de nos levar a um estado mental superior. Há muitos mantras com vibrações diferentes e com objectivos diferentes que servem, por assim dizer, todas as necessidades do Ser.

Muitos mantras são utilizados em processos de cura.

A Aromaterapia, ou cura com aromas delicados, é uma prática muito antiga, tal como a Fitoterapia (uso das plantas). Os aromas de óleos essenciais actuam a um nível orgânico devido à presença de certas substâncias típicas; possuem padrões vibratórios subtis de alta frequência que podem exercer uma influência curativa tanto a nível interno, como externo.

Como o olfacto está intimamente ligado às áreas cerebrais que influenciam as emoções, uma determinada essência pode provocar uma resposta emocional. Assim, há essências com efeito relaxante, calmante, estimulante, desintoxicante, purificador, etc., que podem alterar o estado de mal estar e a disposição psíquica do paciente.

Muito em síntese, tentei apresentar a Constituição Energética do Ser Humano, e as componentes daTerapia Integrada. Acredito que qualquer processo de cura, quando tem que se dar , é sempre um processo de auto-cura. Ninguém cura ninguém. Somos nós que nos curamos, quando decidimos ser responsáveis pela nossa vida e nos assumimos como seres autónomos descobrindo que o Amor existe dentro de nós e que não é nos outros que o devemos procurar. Os outros e os técnicos de saúde, sejam da área da medicina tradicional ou não, servem apenas como canais de ajuda temporária. A pessoa tem que ser responsável pelo seu processo de cura, não pode haver dependência – acredito profundamente que qualquer dependência serve apenas de paliativo evitando que a verdadeira cura aconteça.

O Chi, ou Ki, ou Prana, ou Luz é apenas a energia de Vida Universal que, activada pela Força do Amor, tem o poder de curar. E ela existe dentro de nós e dentro de tudo o que é vivo. A diferença é que, nós humanos, temos a capacidade de a utilizar Amorosa e Conscientemente.

Porque o Ser Humano é um ser energético e, mais do que isso, ele é um verdadeiro transformador de energia. Porque tem ao seu dispor uma quantidade razoável de Consciência que deve usar em prol de se deixar ficar “atolado” em emoções e pensamentos negativos. Por vezes, pode não ser fácil, mas não é impossível.

Paula Soveral

(artigo publicado na Revista ACONTECE ENFERMAGEM, (Ano III, nº 5, 1º semestre de 2003) como resultado da Conferência proferida em Lisboa a 29 de Novembro de 2002, “CONCEITOS E PRECONCEITOS – Encontro sobre Terapias de Saúde Alternativas e Complementares”, VIII ENCONTRO DE ENFERMEIROS DA ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM DE S. VICENTE DE PAULA.)