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	<title>Arquivo de Desenvolvimento Pessoal - Meditando.pt</title>
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	<lastBuildDate>Wed, 18 Mar 2026 10:38:14 +0000</lastBuildDate>
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		<title>IMBOLC</title>
		<link>https://meditando.pt/imbolc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[meditando]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Mar 2026 10:25:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Pessoal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>IMBOLC (1 fevereiro) (festival gaélico que marca o início da primavera). O gelo começa a derreter e o bebé SOL fica mais forte todos os dias.<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">IMBOLC (1 fevereiro) (festival gaélico que marca o início da primavera).</p>
<p style="font-weight: 400;">O gelo começa a derreter e o bebé SOL fica mais forte todos os dias.<br />
É o regresso da LUZ e do Calor, da Chama.<br />
De forma imperceptível todas as sementes e botões começam a crescer.<br />
É um tempo de jejum e limpeza. Para nos livrarmos das &#8220;coisas velhas&#8221; a fim de prepararmos o crescimento  da nova estação.<br />
<img decoding="async" class="an1" draggable="false" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/17.0/2b50/32.png" alt="⭐" width="18" height="18" data-emoji="⭐" aria-label="⭐" />Que a LUZ desça e permaneça sobre a Terra!<img decoding="async" class="an1" draggable="false" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/17.0/2b50/32.png" alt="⭐" width="18" height="18" data-emoji="⭐" aria-label="⭐" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong><em>Paula Soveral</em></strong></p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Terapeuta (Ayurveda, Naturopatia, Macrobiótica)</strong></p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Coaching</strong></p>
<p style="font-weight: 400;"><strong><a href="http://www.meditando.pt/" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.meditando.pt&amp;source=gmail&amp;ust=1773915329055000&amp;usg=AOvVaw2UG0lUuDpW6Y0ANU_rkrnR">www.meditando.pt</a></strong></p>
<p style="font-weight: 400;"><strong><em>~Que a LUZ desça sobre a Terra!~</em></strong></p>
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		<item>
		<title>Sobre o Amor</title>
		<link>https://meditando.pt/sobre-amor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[meditando]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 May 2021 15:55:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Pessoal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;O principal poder curativo para o ciúme ou para a inveja é sempre o amor. Se amas verdadeiramente alguém, não podes ter ciúmes. O amor dá<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O principal poder curativo para o ciúme ou para a inveja é sempre o amor. Se amas verdadeiramente alguém, não podes ter ciúmes. O amor dá liberdade. O amor não possui nem obceca. O amor compreende. Com amor podes fazer uma pessoa compreender e voltar-se para a direcção certa; se te impuseres, empurras a pessoa para a direcção oposta. Se tiveres uma tremenda dose de amor, estás protegido do ciúme porque o amor é a vitamina da tua aura, a radioactividade na tua aura.&#8221;</p>
<p>Torkom Saraydarian, in &#8220;Sex, Family, and the Woman in Society&#8221;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O Coronavírus pela visão BUDISTA☯️</title>
		<link>https://meditando.pt/o-coronavirus-pela-visao-budista%e2%98%af%ef%b8%8f/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[meditando]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2021 15:37:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Pessoal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Discípulo: Mestre, é tão difícil entender o porquê de um vírus tão agressivo. Qual é o propósito? Mestre: Aprendizado. Essa pandemia foi gerada pelo homem através<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Discípulo</b>:<br />
Mestre, é tão difícil entender o porquê de um vírus tão agressivo.<br />
Qual é o propósito?</p>
<p><b>Mestre</b>:<br />
Aprendizado.<br />
Essa pandemia foi gerada pelo homem através das constantes violações das leis universais.</p>
<p><b>Discípulo</b>:<br />
Mas algo tão ruim vai causar muita destruição.</p>
<p><b>Mestre</b>:<br />
O coronavírus não é ruim. Também não é bom.<br />
É necessário, o que é muito diferente.</p>
<p>Não há nada errado com o universo. Se o coronavírus está presente, é porque a Divindade permitiu, de outra forma ele não poderia existir.</p>
<p>A ideia de bem e mal é gerada em sua mente, que julga a partir da sua ignorância um evento que por si só é neutro.</p>
<p><b>Discípulo</b>:<br />
Mas tantas pessoas estão sendo infectadas no mundo, tantas outras ficarão sem comer. Muitos idosos, homens e mulheres. Isso é muito injusto.</p>
<p><b>Mestre</b>:<br />
O injusto não existe no amor universal. Isso existe apenas em sua mente que não entende o propósito profundo.</p>
<p>O que existe é o justo, o preciso, o exacto, o correspondente e a sintonia.</p>
<p>Existe um processo evolutivo necessário que consiste em uma colecta constante de informações. Um aprendizado enfrentando as dificuldades que a vida nos apresenta, para que, em meio ao caos e ao sofrimento gerado,<br />
Descubramos o princípio do amor que se encontra na própria vida.</p>
<p>E esse princípio de amor é o que nos libertará das limitações humanas e nos fará corresponder às experiências com muito mais satisfação e harmonia.</p>
<p>Você precisa entender que ninguém experimenta uma experiência que não corresponde a ela. E se corresponder a ela, ele a  viverá, seja na resistência, na cura ou na morte física.</p>
<p>O coronavírus não é ruim.<br />
É uma  boa oportunidade, pois muitas pessoas estão aprendendo com isso.<br />
O nível de consciência do planeta está subindo, estamos sentindo a necessidade de desenvolver grandes ferramentas de amor, como a aceitação, a  apreciação e a adaptação. A paciência, a tolerância, o respeito por nós e por todos os seres vivos.</p>
<p>Pode ser um teste difícil, mas não é ruim. Você poderá crescer graças a ele.</p>
<p>Se você parar de ver o coronavírus  através dos medos e começar a vê-lo pelo seu entendimento poderá reconhecer<br />
o valor que existe nele.<br />
Então você passará neste teste que a vida está lhe apresentando.</p>
<p>A decisão está em você.<br />
Você recebeu o poder de tomar decisões através do seu livre-arbítrio, e estas serão respeitadas por todo o universo.</p>
<p>Você pode escolher o medo ou escolher o amor. A decisão é sua.</p>
<p>Neste momento, qual a decisão que você está tomando?<br />
Você escolheu medo ou amor?</p>
<p>A escolha é sua, mas terá um resultado, que também é seu e você terá que assumir.</p>
<p>Se você decidiu pelo medo, irá gerar destruição na sua paz, na sua energia vital, nos seus relacionamentos e na sua saúde.</p>
<p>Se você decidiu amar, passará no teste que a vida lhe apresenta e não precisará mais sofrer para o aprendizado dessa importante lição.</p>
<p>Tenha como opção o amor, porque ele é sempre o melhor caminho.</p>
<p><b>Discípulo</b>:<br />
E como faço para trilhar o caminho do amor e não o do medo?</p>
<p><b>Mestre</b>:<br />
1.<br />
Torne-se um ser imperturbável, invulnerável. Busque a sua força interior e trabalhe a sua transformação, para que sua paz e felicidade não dependam do exterior.</p>
<p>2.<br />
Pare de ver problemas e comece a ver oportunidades, as quais você pode aproveitar para fazer o crescimento interior.</p>
<p>3.<br />
Desenvolva a aceitação.<br />
“Tudo o que acontece é perfeito, e se existe e acontece é porque tem um propósito&#8221;.</p>
<p>4.<br />
Aprenda a fluir, superando os obstáculos e os desafios. Desenvolva a sua capacidade de adaptação às novas situações e circunstâncias. Aja com sabedoria em vez de reagir com a incompreensão.</p>
<p>5.<br />
Observe seu pensamento para que ele vibre apenas na alta frequência do amor. Isso lhe trará clareza de espírito e serenidade.</p>
<p>6.<br />
Não compartilhe seus medos com os outros. Compartilhe apenas seu entusiasmo, optimismo e a sua alegria.</p>
<p>7.<br />
Vigie seu verbo para que as suas palavras criem harmonia e faça com que os outros se sintam confiantes e seguros.</p>
<p>8.<br />
Faça amizade com o coronavírus. Não o veja como algo ruim, mas como algo necessário. E fale com ele: &#8220;O que você está me ensinando?&#8221; &#8221;<br />
“Você é valioso para mim e estou disposto a aprender o que você pode me ensinar.&#8221;<br />
&#8220;Assim que eu aprender, você pode ir porque não vou mais precisar de você.&#8221;</p>
<p>9.<br />
Aproveite a oportunidade que a vida lhe apresenta neste momento para fazer um trabalho interior, talvez um dos mais importantes dessa experiência.</p>
<p>Que a felicidade esteja sempre  em sua caminhada.</p>
<p>O que vale a pena ser feito, vale a pena ser bem feito.</p>
<p>O que traz ânimo, esperança e alegria aos corações deve ser divulgado e compartilhado.</p>
<p>~~~Om Shanti Om~~~</p>
<p><span style="color: #7b15cf;"><strong><em>É muito importante neste momento manter uma atitude neutra e saudável e focarmo-nos no Bem e em coisas Harmoniosas para não aumentar a energia do nevoeiro denso e sombrio que desceu sobre todos nós.</em></strong></span></p>
<p><span style="color: #7b15cf;"><strong><em>Lembrem-se que o stress e o medo também matam &#8230;.e é a maior arma de manipulação de massas 😉</em></strong></span></p>
<p><span style="color: #7b15cf;"><strong><em>Espero que este belo texto vos ajude a ganhar uma nova perspectiva 🙂</em></strong></span></p>
<p><span style="color: #7b15cf;"><strong><em>Beijos e Abraços e que *a LUZ desça sobre a Terra*</em></strong></span></p>
<p><span style="color: #7b15cf;"><strong><em>Paula</em></strong></span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sintomas de Paz interior</title>
		<link>https://meditando.pt/sintomas-de-paz-interior/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[meditando]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2020 10:18:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Pessoal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sintomas de Paz interior Tendência a pensar e agir espontaneamente em vez de o fazer com base no medo e nas experiências do passado; Uma habilidade<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4>Sintomas de Paz interior</h4>
<ul>
<li>Tendência a pensar e agir espontaneamente em vez de o fazer com base no medo e nas experiências do passado;</li>
<li>Uma habilidade imensa de valorizar e aproveitar cada momento;</li>
<li>Perda pelo interresse de julgar pessoas;</li>
<li>Perda pelo interesse de interpretar a acção alheia;</li>
<li>Perda pelo interesse de participar em conflitos;</li>
<li>Perda da habilidade de se pré-ocupar;</li>
<li>Frequentemente dominado por episódios de imensa apreciação;</li>
<li>Sentimentos de satisfação pela conexão com os outros e com a natureza;</li>
<li>Frequentes ataques de sorrisos;</li>
<li>Uma incrível tendência a deixar as coisas acontecerem ao invés de as forçar a acontecer;</li>
<li>Uma incrível susceptibilidade ao amor recebido de outros, tanto quanto à incontrolável necessidade de estendê-lo a esses outros.</li>
</ul>
<p>&#8211; See more at: https://web.archive.org/web/20160812190929/http://meditando.pt/sintomas-de-paz-interior/#sthash.KnkvRumZ.dpuf</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sobre a Caridade</title>
		<link>https://meditando.pt/sobre-a-caridade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[meditando]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2020 10:11:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Pessoal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sobre a Caridade A caridade é paciente, A caridade é benigna, Não é invejosa; A caridade não se ufana, não se ensoberbece, Não é inconveniente, Não<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Sobre a Caridade</h4>
<p>A caridade é paciente,<br />
A caridade é benigna,<br />
Não é invejosa;<br />
A caridade não se ufana, não se ensoberbece,<br />
Não é inconveniente,<br />
Não procura o seu interesse,<br />
<strong>Não se irrita</strong>,<br />
Não suspeita mal…<br />
mas rejubila com a verdade.</p>
<p><strong>Tudo desculpa, tudo crê,</strong><br />
<strong>Tudo espera, tudo suporta.</strong></p>
<p><em>(1ª carta de S. Paulo aos Coríntios 13, 4-7)</em></p>
<p>&#8211; See more at: https://web.archive.org/web/20160812191519/http://meditando.pt/sobre-a-caridade/#sthash.0BPlI7vU.dpuf</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A Declaração de Veneza</title>
		<link>https://meditando.pt/a-declaracao-de-veneza/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[meditando]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2020 09:41:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Pessoal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Declaração de Veneza I FORUM DA UNESCO SOBRE CIÊNCIA E CULTURA Ciência e as Fronteiras do Conhecimento: Prólogo do Nosso Passado Cultural Veneza, Itália, 3<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>A Declaração de Veneza</h4>
<p><strong>I FORUM DA UNESCO SOBRE CIÊNCIA E CULTURA</strong><br />
Ciência e as Fronteiras do Conhecimento: Prólogo do Nosso Passado Cultural</p>
<p>Veneza, Itália, 3 a 7 de Março de 1986</p>
<p>Em cooperação com a Fondazione Giorgi Cini, a UNESCO promoveu em Veneza, Itália, de 3 a 7 de Março de 1986, um simpósio sobre ‘Ciência e as fronteiras do conhecimento: prólogo do nosso passado cultural’. O Simpósio, que reuniu 19 participantes de todas as partes do mundo e de distintas especialidades, culminou com um documento que sintetiza as discussões havidas e que passou a ser conhecido como a</p>
<p><strong>DECLARAÇÃO DE VENEZA</strong></p>
<p>1. Estamos testemunhando uma importante evolução no campo das ciências, resultante das reflexões sobre ciência básica (em particular pelos desenvolvimentos recentes em física e em biologia), pelas mudanças rápidas que elas ocasionaram na lógica, na epistemologia e na vida diária, mediante suas aplicações tecnológicas. Contudo, notamos ao mesmo tempo um grande abismo entre uma nova visão do mundo que emerge do estudo de sistemas naturais e os valores que continuam a prevalecer em filosofia, nas ciências sociais e humanas e na vida da sociedade moderna, valores amplamente baseados num determinismo mecanicista, positivismo ou niilismo. Acreditamos que essa discrepância é danosa e, na verdade, perigosa para a sobrevivência da nossa espécie.</p>
<p>2. O conhecimento científico, no seu próprio ímpeto, atingiu o ponto em que ele pode começar um diálogo com outras formas de conhecimento. Nesse sentido, e mesmo admitindo as diferenças fundamentais entre Ciência e Tradição, reconhecemos ambas em complementaridade, e não em contradição. Esse novo e enriquecedor intercâmbio entre ciência e as diferentes tradições do mundo abre as portas para uma nova visão da humanidade, e até para um novo racionalismo, o que poderia induzir a uma nova perspectiva metafísica.</p>
<p>3. Mesmo não desejando tentar um enfoque global, nem estabelecer um sistema fechado de pensamento, nem inventar uma nova utopia, reconhecemos a necessidade premente de pesquisa autenticamente transdisciplinar mediante uma dinâmica de intercâmbio entre as ciências naturais, sociais, arte e tradição. Poderia ser dito que esse modo transdisciplinar é inerente ao nosso cérebro pela dinâmica de interacção entre os seus dois hemisférios. Pesquisas conjuntas da natureza e da imaginação, do universo e do homem, poderiam conduzir-nos mais próximos à realidade e permitir-nos um melhor enfrentamento dos desafios do nosso tempo.</p>
<p>4. A maneira convencional de ensinar ciência, mediante uma apresentação linear do conhecimento, não permite que se aperceba o divórcio entre a ciência moderna e visões do mundo que são hoje superadas. Enfatizamos a necessidade de novos métodos educacionais que tomem em consideração o progresso científico actual, que agora entra em harmonia com as grandes tradições culturais, cuja preservação e estudo profundo são essenciais. A UNESCO deve ser a organização apropriada para procurar essas ideias.</p>
<p>5. Os desafios de nosso tempo (o risco de destruição de nossa espécie, o impacto do processamento de dados, as implicações da genética, etc.) jogam uma nova luz nas responsabilidades sociais da comunidade científica, tanto na iniciação quanto na aplicação de pesquisa. Embora os cientistas possam não ter controle sobre as aplicações das suas próprias descobertas, eles não poderão permanecer passivos quando confrontados com os usos impensados daquilo que eles descobriram. É nosso ponto de vista que a magnitude dos desafios de hoje exige, por um lado, um fluxo de informações para o público que seja confiável e contínuo, e, por outro lado, o estabelecimento de mecanismos multi e transdisciplinares para conduzirem e mesmo executarem os processos decisórios.</p>
<p>6. Esperamos que a UNESCO considere este encontro como um ponto de partida e encoraje mais reflexões do género num clima de transdisciplinaridade e universidade.</p>
<p>Signatórios: A.D. Akeampong (Ghana; físico-matemático); Ubiratan D’Ambrósio (Brasil; educador-matemático); René Berger (Suiça, crítico de arte); Nicoló Dallaporta (Itália; físico); Jean Dausset (França; Prémio Nobel de Medicina); Maitraye Devi (Índia; Poetisa); Gilbert Durand (França; Filósofo); Santiago Genovês (México; Antropólogo); Akshai Margalit (Israel; Filósofo); Yujiro Nakamura (Japão; Filósofo); David Ottoson (Suécia; Presidente do Comité Nobel de Filosofia); Abdus Salam (Paquistão; Prémio Nobel de Física); L.K. Shayo (Nigéria; Matemático); Ruppert Sheldrake (Inglaterra; Bioquímica); Henry Stapp (U.S.A.; Físico) David Susuki (Canadá; Geneticista); Susantha Goonatilake (Sri Lanka; Antropologia Cultural); Besarab Nicolescu (França; Físico); Michel Random (França; Escritor); Jacques Richardson (U.S.A.; Escritor); Eiji Hattori (UNESCO; Chefe do Sector de Informações); V.T. Zharov (UNESCO; Director da Divisão de Ciências).</p>
<p>&#8211; See more at: https://web.archive.org/web/20160323040753/http://meditando.pt/a-declaracao-de-veneza/#sthash.QicgIyrx.dpuf</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A crise, a Presença e a Graça</title>
		<link>https://meditando.pt/a-crise-a-presenca-e-a-graca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[meditando]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2020 09:39:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Pessoal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A crise, a Presença e a Graça Quando a Personalidade é uma Personalidade Integrada existe sintonia entre todos os corpos: físico, emocional, mental e espiritual. A<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>A crise, a Presença e a Graça</h4>
<p>Quando a Personalidade é uma Personalidade Integrada existe sintonia entre todos os corpos: físico, emocional, mental e espiritual. A Personalidade sente então em si todo o Universo e tudo faz sentido. Não há crises. Não há separatividade. As coisas não são más nem boas, são apenas aquilo que são. Há apenas Vida. Tudo é a Vida a acontecer… sou o Sol e o micróbio, sou o cão e a pulga….<br />
A Vida não pode ser representada por uma linha recta, e muito menos por uma linha recta permanentemente ascendente. Se pudéssemos representar a Vida numa linha, ela teria que ser ondulada.<br />
A Personalidade Integrada, que transcende a dualidade, vive na eterna e constante Presença: desde o acordar e levantar uma pestana, ao espreguiçar-se, lavar-se, vestir-se, comer, andar, ler, ouvir música, cozinhar, relacionar-se com o mundo e com os outros, tudo passa pelo brilho da Presença permanente. O Ser é aquilo que É em cada instante em que existe. Vê a vida por um olhar global e abrangente, sem divisões e percebe o que está por detrás da dinâmica de cada acção; não julga, entende e compreende. Mesmo que não aceite, compreende e não se apega. Ninguém se pode apegar àquilo que apenas é. É a nossa condição dualista que nos faz ver o mundo como “bom” ou “mau”, a Personalidade Integrada sabe que as coisas são apenas o que são… nem boas, nem más.<br />
Estar e Ser totalmente Presente é estar-se permeável e receptivo à Graça, essa Benção Divina que nos passa despercebida a maior parte do tempo, porque alienados. Viver nesse estado abençoado é o fruto da prática meditativa que nos ensina a ser Presença em cada momento da nossa existência. Isso é Meditação. Toda a nossa vida passa a ser Meditação: começamos por ser observadores de nós próprios e gradualmente a dualidade que caracteriza a nossa existência vai-se transformando na unidade integrada e consciente do observador (nós) e do objecto observado (nós).<br />
Esse é o estado abençoado a que qualquer ser humano consciente pode ambicionar.<br />
Cessam então as “crises”… e, sobretudo, o medo da crise não tem alguma razão de ser.<br />
O medo, tal como todos os sentimentos negativos, são “entidades” criadas pela nossa mente dual e que servem apenas para aumentar “a energia de uma crise imaginada pela nossa mente indisciplinada”. Todos os “demónios” são tão reais como todas as espécies de pássaros e flores; apenas num plano diferente de existência de um universo relativo.<br />
Disciplinar a mente é criar condições para ultrapassar essa relatividade e estar aberto e permeável a essa energia abençoada da Graça, a qual só pode ser sentida num Coração integrado e repleto de Gratidão.<br />
Gratidão por tudo quanto existe.</p>
<p><em>Paula Soveral, Lisboa, outubro de 2008</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Aceitando a Felicidade</title>
		<link>https://meditando.pt/aceitando-a-felicidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[meditando]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2020 09:37:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Pessoal]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4>Aceitando a Felicidade</h4>
<p>A maior parte de nós, devido a uma (des)cultura e (des)educação que se instalou lenta e progressivamente ao longo das últimas décadas (ou mais, talvez), tem grande dificuldade em aceitar a Felicidade. Da mesma forma, dificuldade em aceitar elogios, ou outra demonstração qualquer que implique amor, simpatia, generosidade.</p>
<p>Todos ambicionamos a ela, Felicidade, esse estado de bem-aventurança que nos faz sentir leves e mais perto da essência do Ser.</p>
<p>Mas, <em>quelque part</em>, instalou-se no nosso subconsciente um medo ou vergonha ou, pior ainda, sentimento de culpa em sermos felizes, em nos atrevermos a correr o risco de ser felizes. A juntar a isso, vem, frequentemente, a vergonha de exteriorizar os nossos sentimentos, sobretudo se forem positivos e saudáveis. Às vezes, parece que ninguém tem vergonha de mostrar as misérias, as desgraças e há pessoas mesmo que são peritas nas “choraminguices” e outras que se deleitam com a desgraça alheia; para provar tal, basta ver quantas pessoas se juntam, de imediato, ao redor de um acidente, mesmo que o espectáculo seja horrendo, ou como as pessoas adoram comentar as fragilidades dos outros: “coitado, está tão aflito, precisa tanto disto ou daquilo”, etc…, e passam palavra, aumentam as histórias, alimentando-se dessa energia sofredora, como que para “lamberem as suas próprias feridas à custa das feridas dos outros”… usamos e abusamos da palavra “coitado” e alimentamo-nos do “sangue” da tragédia, da negatividade que nos rodeia. Basta ver o índice de audiência dos noticiários que, em mais de 90%, só divulgam desgraças e horrores….</p>
<p>Pelo contrário, se uma pessoa andar alegre e bem disposta, der um grito de felicidade, ou gritar aos quatro ventos “estou feliz!”, provavelmente a maioria julgará de imediato “parece maluco”…., “ah! é um extrovertido exagerado!”, ou ainda “que horror, mostrar aos outros o que se passa na sua vida privada”, ou ainda (o que é quase hilariante!) “é um convencido, quem é que ele julga que é para estar assim quando andamos todos mal???” ….!!!! Enfim, julgar é aquilo que nós mais gostamos de fazer…. esquecendo-nos sempre que, cada vez que apontamos um dedo para fora, temos quatro dedos apontados para nós próprios.</p>
<p>Ao longo da vida, todos nós estamos sujeitos a problemas, desgraças, imprevistos, perdas, contratempos, desgostos. O sofrimento é inerente à condição de estar vivo, encarnado nesta existência. Por vezes chego a pensar que o “inferno” é aqui e não “lá”! Todas essas fases da vida devem ser vivenciadas para que a dor, aceitada, possa ser transformada em apaziguamento, antes de mais, e posteriormente em alegria. Alegria de estar vivo, aconteça o que acontecer. O que se passa é que, na incapacidade de gerir os nossos próprios sentimentos, não sabendo transformar a negatividade em positividade, temos uma dificuldade enorme em aceitar que os outros estejam bem, saudáveis e felizes.</p>
<p>Lembro-me, desde miúda, de ouvir o meu pai dizer-me constantemente “não tenhas medo de dizer o que pensas, mostra o que sentes, não te importes nunca com o que os outros poderão pensar; ninguém pode controlar o que os outros pensam, mas tu podes e deves exteriorizar tudo aquilo que sentes, nunca tenhas vergonha da Verdade e de seres como és”. Em adolescente, arquivei em mim uma frase atribuída a Anatole France (nascido a 16 de Abril de 1805) e que nunca mais esqueci: “Se exagerássemos as nossas razões de felicidade como exageramos os nossos cuidados, estes deixariam de ter qualquer importância”.</p>
<p>Por isso, aceitar elogios, prendas, sorrisos e os momentos de felicidade com que a vida nos vai brindando de tempos a tempos, é saber aproveitar cada momento da existência tal como ela se nos apresenta (*). E ao sermos capazes de fazer isso, seremos automaticamente capazes de nos regozijar com a felicidade alheia. E ao regozijarmo-nos com a felicidade alheia, autêntica e singelamente de coração inteiro, estaremos a abrir caminho para que a Vida nos brinde com mais alegria e bem-aventurança.</p>
<p>Insistir, ficar preso na negatividade, invejarmos o que de bom acontece aos outros, é obstruir o processo criativo e o fluxo vital que pode transformar a nossa existência. Depende apenas de nós que a nossa vida seja “um muro de lamentações” ou um quadro vivo em que todas as estações do ano se vão desenrolando sucessivamente e enriquecendo as nossas almas. Para além disso, a minha alegria será a alegria do mundo e vice-versa, tudo está interligado e a influência de um átomo faz-se sentir em todos os outros.</p>
<p>Portanto, faça um favor a si próprio: seja feliz, por si e pelos outros, e seja sempre grato por tudo isso!<br />
Que bom que era se o mundo todo amasse, sorrisse e cantasse! A guerra acabaria, com certeza…. tal era a energia que se implantava sobre o planeta!</p>
<p>(*) a propósito disto, aproveite para ver o último filme do Woody Allen, em exibição, “Whatever works” (“Tudo Pode Dar Certo”), genial e hilariante!</p>
<p><em>Paula Soveral</em><br />
<em>Lisboa, 25/2/2010</em></p>
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		<title>Uma Boa-noite Especial</title>
		<link>https://meditando.pt/uma-boa-noite-especial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[meditando]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2020 12:09:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma Boa-noite Especial Criando um Ritual Nocturno Tal como passamos do Verão ao Outono, no fim do dia, à medida que a doce e escura noite<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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<h4>Uma Boa-noite Especial</h4>
<h5>Criando um Ritual Nocturno</h5>
<p>Tal como passamos do Verão ao Outono, no fim do dia, à medida que a doce e escura noite cai sobre nós e nos convida a descansar corpo e alma, damos connosco num ponto de transição: para trás de nós fica o dia que passou e tudo o que fomos no passado; à nossa frente, estende-se aquilo que ainda está para vir. Da mesma forma que muitos de nós têm rituais matinais que nos conectam com o nosso centro e nos ajudam a definir intenções e criar energia para o dia que começa, talvez também quiséssemos explorar a magia e o poder de um ritual nocturno. Isso seria uma excelente oportunidade para nos apreciarmos e abençoarmos. Antes de nos deitarmos, à noite, podemos sentar-nos tranquilamente durante alguns minutos, acalmar a respiração observando-a apenas, e “enviar” gratidão, compaixão e energia de cura para o ser que fomos até esse preciso momento. E “enviar” Luz e Amor para o futuro para o ser em que nos vamos tornando.</p>
<p>Esta simples acção honra o caminho que fomos percorrendo, enquanto abre maravilhosas oportunidades futuras.</p>
<p>Quando nos comprometemos seriamente com a nossa evolução desta maneira, acabamos por beneficiar de várias formas: descobrimos que o nosso sono se torna mais doce e tranquilo e adormecemos com o profundo sentimento de confiança e relaxamento… Enquanto descansamos, podemos entregar-nos a estas horas pacificadoras, sabendo que a estrada atrás de nós foi observada com respeito e gentileza e que o caminho para a frente está impregnado da nossa benevolência e melhores desejos amorosos.</p>
<p>Este ritual nocturno confere-nos o poder de sermos os únicos a determinar o significado do nosso próprio passado e da esperança no nosso futuro. Apenas por criarmos este pequeno espaço especial em cada noite, podemos orientar melhor a nossa senda evolutiva. Porque isto nos permite deixar o passado aonde ele pertence, confiar no futuro que foi cuidado e simplesmente descansarmos na Graça do momento Presente.</p>
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		<title>Uma Lenda Chinesa</title>
		<link>https://meditando.pt/uma-lenda-chinesa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[meditando]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2020 12:00:25 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4>Uma Lenda Chinesa</h4>
<p>Era uma vez uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o marido na casa da sogra. Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à sogra. Os temperamentos eram muito diferentes e Lin irritava-se com os hábitos e costumes da sogra, que criticava cada vez mais com insistência. Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto de a vida se tornar insuportável. No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre ao serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo. Mas Lin, não suportando por mais tempo a idéia de viver com a sogra, tomou a decisão de ir consultar um mestre, velho amigo do seu pai.</p>
<p>Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou num ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe:<br />
“Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas. Vais misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente. Mas, para teres a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de ti, deverás ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas e ajuda-a a resolver os seus problemas.” Lin respondeu: “Obrigado, Mestre Huang, farei tudo o que me recomenda”. Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projecto de assassinar a sogra.</p>
<p>Durante várias semanas Lin serviu, dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra. E tinha sempre presente a recomendação de Mestre Huang para evitar suspeitas: controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.<br />
Passados seis meses, toda a família estava mudada. Lin controlava bem o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durante estes meses, não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava muito mais amável e de mais fácil trato.<br />
As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se como mãe e filha. Certo dia, Lin foi procurar o Mestre Huang, para lhe pedir ajuda:<br />
“Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra. É que ela transformou-se numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dou”.</p>
<p>Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça: “Lin, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu. As ervas que te dei são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que lhe começaste a dedicar”.</p>
<p>Na China, há um provérbio que diz “A pessoa que ama os outros também será amada”, e os árabes têm outro provérbio “O nosso inimigo não é aquele que nos odeia, mas aquele que nós odiamos”. Serve esta lenda para percebermos que na vida todo o conflito resulta sempre da interacção entre dois pólos. Se um dos pólos mudar a atitude, mudará o dinamismo relacional. Se, pelo contrário, os dois pólos insistirem teimosamente cada um na sua posição, o conflito agravar-se-á, por vezes de forma irreversível, criando um fosso intransponível. Por isso, quando se encontrar numa situação de tensão ou de conflito, experimente e atreva-se a ser o primeiro a mudar de atitude e talvez se surpreenda com os resultados!</p>
<p><em>Paula Soveral</em></p>
<p>&#8211; See more at: https://web.archive.org/web/20160323043049/http://meditando.pt/uma-lenda-chinesa/#sthash.bvpEMzu3.dpuf</p>
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