

Todos nós somos crianças carregando feridas curadas, que são as cicatrizadas.
Feridas por curar, que são as feridas abertas.
E feridas mal curadas, que são as feridas mal tapadas com “pensos rápidos” provisórios.
Estes dois últimos tipos são como “botões” que despoletam inesperadamente quando pressionados por alguma situação ou alguém que, intencionalmente ou não, carrega nas feridas.
Quanto mais assumirmos a responsabilidade por nossos próprios sentimentos e reacções, menos sensíveis serão esses “botões”.
Todos nós já passámos pela experiência de inconscientemente apertar um “botão” em alguém que nem sabíamos que existia. Ou podemos secretamente ter um gostinho em os apertar. Os “botões” são apenas pontos fracos que foram tocados muitas vezes e simbolizam alguma dor que precisa ser reconhecida e curada. Pode ser um trauma de infância ou recente, que não tratámos convenientemente.
Seja qual for o caso, quando nossos “botões” são pressionados, a pessoa que mais precisa da nossa atenção e cuidado somos nós próprios, e culpar o pressionador do “botão” apenas nos distrai do caminho certo para encontrar a solução verdadeira para o nosso sofrimento. Por outro lado, se alguém “escarafuncha” continuamente nas nossas feridas, o que não permite a cicatrização, temos o direito (e a obrigação) de estabelecer limites a essa pessoa. Os “escarafunchadores” compulsivos de botões, que parecem ter prazer em magoar-nos, não são bem-vindos no nosso espaço pessoal.
Os limites pessoais que estabelecemos têm uma intenção muito importante: capacitar-nos a criar o tipo de relacionamentos que queremos na nossa vida!
Precisamos de condições serenas e tempo para a cicatrização.
Afinal, saber onde estão os nossos “botões” permite-nos fazer o trabalho necessário para curar. A liberdade vem quando lidamos com a dor que se esconde por trás do “botão”, desconectando assim a nossa reação automática ao ser pressionado.
Consciente ou inconscientemente, somos portadores de uma carga emocional única que só é possível ser transformada conscientemente por nós próprios e, por vezes, com ajuda exterior. Sempre e só com muito Amor. Tomar decisões a partir do puro Amor faz o mundo mudar!
Nem sempre nos cabe a nós saber qual o significado mais profundo de tudo o que ocorre na nossa vida, mas cada um de nós é um ser único, “todos iguais mas todos diferentes”, e só isso vale muito mais a pena ser Celebrado do que focarmo-nos nas falhas.
O caminho para a cura começa sempre 1) pela tomada de consciência da dor, 2) pela Aceitação, 3) Gentileza no processo de cura, 4) Gratidão.
A consciência da Gratidão vai permitir-nos saborear e, sobretudo, apreciar a vida com uma Graça renovada.
Que este Natal seja o encontro acarinhado com a sua criança, ela estará presente em toda a sua existência 🙂
~~Que este seja um tempo de renascimento e de cuidar com Amor!~~
~~Que este seja um tempo de Graça renovada!~~
~~Que este seja um tempo de Alegria e prazer!~~
Um grande e forte Abraço do Coração a todos os meus amigos evolutivos!